Tarô

Quando era pequena achava que tarô era coisa de gente que sabia do futuro e do passado. Não havia possibilidade de pensar nessas cartas sem imaginar uma bola de cristal com histórias mirabolantes. Anos depois, guiada por sincronias que o Universo escancara na nossa frente e só falta desenhar – isso quando de fato, não desenha – me deparei mergulhada dentro de mim em busca de respostas, que mais tarde fui entender que o silêncio sempre pode nos dar.

E nesse mergulho me levou a oportunidade de conhecer uma singela parte dos ensinamentos do Livro de Toth e suas profundas sabedorias através de um Mestre. Digo sabedorias, pois não está restrito apenas ao conhecimento. Uma vez que a teoria, é diferente de pôr em prática.

Sabedoria para agir. E não só para contemplar. – ensinou-me.

Ocorre que, no Livro de Toth, há uma profunda sabedoria sobre autoconhecimento. Em que diferente do que eu via quando era criança, por influência de charlatões que ficaram até famosos, se aproveitando de pessoas ingênuas, o tarô não pode, de forma alguma, ser limitado apenas à um oráculo.

E que sim, é uma ferramenta para o autoconhecimento e a compreensão de nós mesmos enquanto consciências em evolução.

As vezes que senti de abrir uma carta, em busca de compreensão dos processos que vivia, só tive mais clareza, de forma sincrônica, do que se passava naquele agora.

Se brincarmos com as letras da palavra TARO, invertendo-as de lugar, temos também as palavras ROTA – como uma bússola que nos guia, ATOR – representando os personagens e papéis que desempenhamos na vida real, e por último TORA – que nos remete ao livro de Moisés.

Hoje sinto que não há presente maior, do que viver o presente em sua plenitude e que quanto mais sei, só sei que nada sei, como dizia o filósofo Sócrates. A busca é infinita.

E se há um sensato ensinamento, é que você é seu próprio Mestre. E que não há vidente ou tarólogo, que possa dar respostas mais verdadeiras do que seu próprio coração, conectado com Deus.

Carla Labate Atriz, professora de yoga e meditação, com o propósito de compartilhar consciência através da arte labate.carla@yahoo.com.br
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7 Comentario(s)

KemppiMLS disse:

Se buscamos no passado ou no futuro satisfazer nossas necessidades e car ncias, ent o por que n o vermos essa felicidade no presente?

Solange D S Affonso disse:

Carla muito boa sua reportagem.Nunca joguei tarô ;!por não acreditar que seu destino poderia vir de uma carta e que um ser humano pudesse desvendar o seu destino através das mesmas. Inclusive cobrando por esse ato. Você me deu umanponta de ter a chance de desmistificar essa prática . Abcs

Flávia disse:

Olá gostei da matéria gostaria de uma pessoa deconfiança para jogar o tarô para mim, também tenho muito interesse no aprendizado deste conhecimento maravilhoso . Tenho uma amiga que é muito boa , joga ate sem cobrar ela tem um sexto sentido ela senti nas pessoas que precisa , pena que mora longe de mim e é muito ocupada não dá tempo se dedicar tanto . Mas podem me ajudar 😀

Claudia Cristina Cardoso disse:

gostaria que lesse raro para mim.

Miriam Serra disse:

Sempre aprendendo mais e mais com as cartas a 27 anos que descobri o tarô e é meu conselheiro, converso muito com as cartas todos os finais de tarde olho um pouquinho e para mim é um telefone sem fio

Rafael Farias disse:

NUnca joguei Tarôt se quiser jogar p/ mim, pode !

Kleber disse:

Eu também sei que ele nada sabia…
Descobri agora, depois dos sessenta.
Só entrega total no ato de amar, sem teorias, nos aproxima do infinito e nele a sabedoria de só amar. Exercício de ser para ser o somente SER… a imagem do criador

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