O tempo da alma

O relógio de bolso de Mahatma Gandhi estava entre as poucas posses materiais que deixou para trás. Ele acertou o relógio antes de ir para a cama, pouco depois da meia-noite. No dia seguinte, se levantou às 4 da manhã, aos 78 anos de idade, e foi assassinado. O relógio parou no momento exato em que ele morreu.

A pontualidade de Gandhi era o oposto do que todos imaginavam sobre os indianos: que eles tinham uma atitude relaxada em relação ao tempo e que ignoravam o ideal da pontualidade para os compromissos.

Tudo para Gandhi foi estruturado em torno de sua missão. E dizia: o tempo não é nosso, mas pertence à nação e somos obrigados a usá-lo sabiamente. Essa visão permitiu que Gandhi conseguisse responder a milhares de cartas e se encontrasse com muitos visitantes todos os dias.

A visão radical que Gandhi tinha do tempo e da pontualidade tem dois lados espirituais. Primeiro, ele concordava com os professores judeus que afirmam que, estar atrasado para uma consulta é o equivalente a roubar o tempo precioso de outra pessoa e, portanto, é uma violação do mandamento "Tu não roubarás".

Em segundo lugar, Gandhi nos dá um exemplo profundo de aproveitar ao máximo o "tempo da alma", rico, texturizado e expansivo. Como o grande líder indiano nos mostrou, estamos aqui a serviço dos outros - mesmo que isso signifique menos de quatro horas de sono e sem férias.

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2 Comentario(s)

Camila Rocha disse:

Eu sempre me atraso. É uma luta diária para vencer esse problema. Também deixo tudo para última hora, acumulo tarefas. É algo que me atrapalha muito, estou tentando mudar.

Anna Lia disse:

Toda vez que leio algo de Gandhi fico apaixonada por quem ele foi… Como pode, alguém ser tão evoluído assim, né?! Eu nunca gostei de chegar atrasada em um compromisso, mas não por um motivo reflexivo… Sim, é falta de respeito deixar o outro esperando, mas nunca vi pelo lado de “roubar” o tempo do outro… E muito menos parei pra pensar sobre o “tempo da alma”… Amei esse post!! Vou sempre lembrar disso.

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