O importante é urgente

Você sabe a diferença entre coisas importantes e coisas urgentes? A qual delas você tem dado mais atenção?

Você compreende a diferença entre atividade e ação?

Qual das duas você acha que anda fazendo mais?

Se isso ainda não está claro pra você, vamos tentar separar pra entender melhor essas coisas.

Você se identifica com alguém que mal consegue parar, respirar, sossegar uns minutinhos que já tem um milhão de tarefas pra fazer?

Você é das que vivem correndo desabaladamente num agito que não para? Todas as situações que se apresentam pra você resolver são sempre emergenciais? Você vive com a impressão de ter que apagar constantes incêndios? Às vezes você se sente tão desesperada como alguém que estivesse com o cabelo pegando fogo e procurando um lago?

Se você respondeu afirmativamente para algumas das perguntas, sua rotina é de urgências. Você vive num estado contínuo de atividades.

A vida, realmente, é cheia de itens. E ninguém consegue zerar essa lista, nem dizer pronto, concluí tudo, fiquei livre. Porque nós sabemos que isso não existe. Quando alguém me diz que não tem nada pra fazer, confesso que não entendo e sugiro coisas importantes, como se voluntariar para ajudar pessoas, bichos, o meio ambiente.

Quando estamos sobrecarregados com as urgências do cotidiano, sobra pouco tempo pra parar e ter uma visão mais abrangente que nos faça diferenciar as coisas importantes. As vitais. Cuidar das nossas saúdes física, mental, emocional, psíquica e espiritual. Saber o que se passa com a nossa própria cabeça e com as nossas emoções.

Saber o que anda na cabeça e nos sentimentos dos nossos filhos e das pessoas que amamos. Diagnosticar qualquer pequeno sintoma no nosso relacionamento amoroso, qualquer ruído, qualquer dissonância. Não negligenciar o importante por causa do urgente. Curiosamente o importante é mais sutil, é sempre feito de coisas subliminares, enquanto o urgente segue aos gritos.

A nossa alma é feita de delicadezas que não são visíveis ou evidentes. Para elas é preciso redobrada atenção. É preciso parar um pouco, respirar, interromper as infinitas atividades que nos mantém tão ocupados e ter um momento nosso, sem o empenho de fazer tanta coisa, mas com a preparação de um movimento de ação.

A atividade é ocupação. A ação é estratégia. Parar pra pensar e conseguir observar de fato como estão as coisas em volta de nós.

Conseguir aquela importante sabedoria de diferenciar o que devemos aceitar e o que podemos mudar.

Mudanças acontecem na vida e fazer mudanças exige o discernimento da ação ao invés do movimento contínuo da ocupação.

Quando estamos ocupados demais as coisas mudam sem que a gente perceba e sem que a gente consiga dar a elas o rumo que queremos.

Vamos sempre continuar ocupados com certeza, essa é a rotina da existência. Mas é importante tirar um tempo seu, mesmo breve, de um detox de todas essas atividades e a possibilidade de não fazer nada.

Naquele momento você deixa tudo em volta silenciar e contempla a vida. Amorosamente.

Assim você escuta a voz sutil do seu desejo.

Voltar

Compartilhe com seus amigos

1 Comentario(s)

Roberta disse:

Você nao tem ideia como esse texto me tocou. Eu aqui com a covid pensando neste tempo e vulnerável ao tempo que o importante é o cuidado. Posso compartilhar esse texto nas minhas redes?

Comente esta publicação:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *