Gravidade Zero

Você já deve ter dito e com certeza ouviu gente dizer: “Pára o mundo que eu quero descer!” Tem histórias, músicas, poesias com a ideia de que esse trem não pára de jeito nenhum, a não ser na estação final. E quando aparentemente deu uma parada por causa da pandemia, todo mundo se recolheu e não foi pra lugar nenhum.

E assim a gente aprende a segurar mesmo quando as coisas estão despencando, aprende a ter jogo de cintura, se adaptar, driblar. Encara marcação, obstáculos, adversidades e continua. Vai em frente, segue em movimento e desvia a cada virada do jogo.

Na hora da trégua, quando dá uma pausa, faz bem olhar o céu, o por do sol, a lua, as estrelas. O Espaço. Imaginar o Espaço, essa imensidão infinita, incomensurável.

Esse lugar onde nada pesa, onde se flutua, onde tudo ganha uma nova dimensão.

Eu sempre fiquei maravilhada com imagens do Espaço e fantasiei viagens interplanetárias como a maior aventura possível.

Eu adoro nosso planeta, o encantamento da natureza da Gaia: mares, matas, florestas, nuvens, montanhas, rios, cachoeiras, desertos, toda a riqueza da flora e dessa fauna espetacular, tão variada que a gente nem conhece todas as espécies. Uma aurora boreal de tirar o fôlego.

Sou fascinada pelo espaço. Muitas vezes desejei me lançar numa viagem e sair da nossa estratosfera. Já me vi como astronauta, assistindo todos os filmes e documentários com imagens que habitam o meu imaginário.

A ideia de flutuar num espaço sem densidade, sem peso, numa dança solitária, observando os mais belos fenômenos da galáxia é um sonho. Show de meteoros, estrelas e nébulas, a visão azul da nossa Terra. Vivenciar esse deslumbramento me parecia o auge do alcance humano.

Só que a coisa não é tão simples assim. Você fica confinado num pequeno compartimento, limitado em seus movimentos e quem na verdade flutua, são todas as coisas necessárias que você tenta alcançar.

Foi numa dessas buscas que fiquei fã do Chris Hadfield, astronauta, comandante, piloto e músico.

Ninguém pode cantar Ground Control to Major Tom com mais propriedade do que Chris, nem mesmo o David Bowie a quem eu entrevistei em Los Angeles, pro meu programa Gente de Expressão.

Tem vários vídeos do Chris mostrando como escovar os dentes ou comer na espaçonave. É claro que pode ser divertido no início ver todas as coisas voarem em volta de você e seu próprio corpo flutuando.

Você também pode brincar disso numa mission space, um simulador de vôo espacial, com gravidade zero. Hoje isso já faz parte das ofertas de turismo e diversão nos Estados Unidos.

Mas talvez o mundo com seu imenso desejo de exploração esteja se preparando para que essas viagens se tornem possíveis e os terrestres invadam um novo território, transformem um planeta por aí numa nova e possível segunda chance.

Ainda não sabemos. E pra falar a verdade, certas coisas são melhores nos nossos sonhos. Talvez nossa melhor viagem seja a da paixão que nos faz sentir amorosamente flutuando olhando um céu cheio de estrelas.

PS- Aviso que mesmo a viagem da paixão não é tão simples.
PS2 – Ah, e quem quiser ver minha conversa com o David Bowie, é só entrar no meu Canal do YouTube – youtube.com/brunalombardioficial.

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2 Comentario(s)

Maria Gorette disse:

Bom dia

Felizcidade em está aqui. Gratidão

Rafael farias disse:

Assista ao filme Gravidade, vai gostar !!

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