Como escolher seu tarô

A escolha de um baralho de tarô é, evidentemente, uma escolha muito pessoal. Em primeiro lugar, você tem de escolher um baralho com o qual se conecte bem. Observe as imagens – elas te chamam a atenção? Te agradam ou te deixam confuso? Te atraem ou repelem? Não adianta escolher apenas racionalmente. As cartas têm de se comunicar com o seu coração! Você tem de se sentir bem usando-as e conversando com elas.

Há dezenas de variedades, mas eu sugiro que, ao menos no começo, você procure um tarô mais fácil de usar, em que o simbolismo das 78 cartas seja mais evidente. Com o tempo, após estudo e prática, ficará mais fácil usar baralhos em que o simbolismo seja menos explícito, se você assim desejar.

Entre os tarôs que são mais recomendados para quem está iniciando estão os de Rider-Waite-Smith (RWS) e seus derivados. Esses tarôs são mais fáceis de usar e aprender porque têm desenhos que remetem ao significado da carta em cada uma das 78 cartas, e não somente nas 22 cartas dos arcanos maiores, como os tarôs de Marselha, por exemplo. Além disso, o rico simbolismo desse baralho te dará uma sólida base, que ajudará a entender e usar outros tarôs.

Rachel Pollack, uma das mais conceituadas tarólogas do mundo, conta, em seu livro “78 Graus de Sabedoria”, que não aprendeu tarô fazendo cursos, nem com livros; ela aprendeu apenas observando as imagens de seu tarô RWS, pensando sobre elas e considerando como apareciam em suas leituras na prática.

Pela facilidade de uso, o tarô RWS tornou-se não somente o mais popular de todos, mas também o padrão para o desenvolvimento de 90% dos novos baralhos, que se baseiam nas ilustrações da artista Pamela Colman Smith, realizadas em 1909, em parceria com o acadêmico e ocultista Arthur Edward Waite.

Outro tarô muito conhecido é o de Marselha, do qual há várias versões similares. Ele é dos mais antigos e fiel às origens do tarô, e remonta ao século 17 (o exemplar mais antigo foi produzido por Jean Noblet, em Paris, aproximadamente em 1650). Neste, há ilustrações que remetem ao significado da carta apenas nos 22 arcanos maiores. Nas demais 56 cartas há apenas desenhos dos naipes, como no baralho comum. No entanto, podem ser bons tarôs para quem já tiver mais experiência com as cartas ou algum conhecimento prévio de numerologia. Ou, ainda, para quem prefere não ver desenhos que possam direcionar demais a interpretação das cartas.

Além desses dois modelos principais, há outros tipos de tarô, como o dos Anjos, dos Alquimistas, Aquariano, de Dalí, etc. Cada um tem simbologia e desenhos próprios, portanto, se escolher algum desses, o ideal é a estudar a fundo o baralho escolhido antes de começar a usar algum outro.

Seja qual for o tarô que você escolher, minha dica é: se for seu primeiro contato com o baralho, reserve um momento para olhar as cartas e refletir sobre elas antes de ler o significado escrito nos livros. Anote suas impressões e observações. Você ficará surpreso com o quanto pode ser deduzido das cartas!

Talita Cardoso Lima Diplomata e taróloga. Usa o tarô para autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. www.tarotdiario.com.br / @tarotdiarioblog
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