Por que ficar presos às lembranças dos amores vividos?

Já pensou porque ficamos presos a amores vividos no passado. Amores que conduzem suas vidas mesmo sem querer que isso aconteça. Os anos passam, possíveis novos amores chegam, mas aquele amor que ficou no passado, torna-se, injustamente, o que valida o futuro amor. Nesse cenário, é quase impossível, novos amores darem certo. Não há como competir uma experiência com outra pessoa e viver toda a complexidade de uma relação.

A memória costuma romantizar a realidade vivida. Ou dramatizá-la. Dificilmente o passado foi conforme o lembramos. Como humanos e seres sociais, temos a vocação de contar histórias e alimentar mitos. Quando queremos fugir do presente e encarar o futuro, costumamos romantizar o passado ao ponto de encararmos a vida atual como algo pior. O passado se apresenta melhor do que o presente.

É isso que acontece com os amores especiais do passado. Quando temos medo de viver um novo amor, mesmo com motivos legítimos, costumamos criar barreiras para nos abrir novamente ao amor. Uma das barreiras é manter vivo um amor que já se foi. Ao comparar um amor do passado com o presente, estamos injustamente querendo imaginar que o hoje é igual ao passado. Como fazer isso se nem a gente é igual ao que fomos no passado? Provavelmente a pessoa que recordamos também poderá ter mudado. A vida e a forma como lidamos com ela muda.  Aliás, se espera que isso aconteça.

Os amores vividos no passado, por mais intensos e prazerosos que eles tenham sido, deveriam ser lembrados somente como etapas da nossa experiência com o amor. Lembranças que nos ajudam a nos conhecer. Saber como e porque reagimos de certa maneira. Entender o que nos faz bem e o que nos faz mal. Do que funciona no dia a dia para nós. Do que é realmente importante para continuar a conviver a dois. Desta forma eles se tornam base sólida para viver o novo amor. Mesmo tendo sofrido, o passado nos ensina. Esses grandes amores nos ajudam a viver o amor futuro sem idealizá-los. Sem dúvida, graças a eles, seremos pessoas mais preparadas para viver um grande amor no futuro. Mantendo o passado no seu lugar, no passado.

 

NANY BILATE Pensadora intuitiva, estuda e escreve sobre os valores e crenças sociais da contemporaneidade; fundadora da #behavior, uma Think Tank http://www.behavior.com.br/blog
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1 Comentario(s)

EDSON LIOICHI YOKOTA NETO "Dr. Ed" disse:

Somos feitos de histórias…e os amores que se vão, serão lembrados com carinho ou com sabor de lágrimas…jamais serão esquecidos! Eu creio que sou digno do amor e vou encontra-lo um dia… no tempo certo!

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