Eutanásia como decidir?

Uma decisão extremamente difícil e duvidosa para a maioria dos tutores de animais, no entanto, para outros passa a ser “A grande solução” para se livrar de uma questão problemática. A resposta desta questão é difícil de ser respondida, pois está relacionada a diversos temas culturais, financeiros, morais e até religiosos gerando muitas dúvidas.

Recebemos nas consultas veterinárias, tutores e seus animais com vários motivos para realizar a eutanásia, exemplos disso são:

Não tenho tempo para cuidar;

Não tenho dinheiro;

Ele é muito velho;

Ele sente dor;

Ele está doente.

Embora os motivos dos tutores possam ser os mais pertinentes para que se recorra à eutanásia, cabe APENAS ao médico veterinário esta recomendação, ou seja, a INDICAÇÃO sempre será do veterinário e não sugerida pelo dono. Porém a DECISÃO será conjunta.

Hoje o conceito de que os animais são seres sencientes, ou seja, que sentem, interpretam e respondem ao sofrimento e a estímulos dolorosos, nos remetem a uma responsabilidade ainda maior em garantir atendimento ético observando os princípios de bem-estar animal.

De forma prática podemos responder aos tutores algumas questões para chegarmos a uma decisão apropriada:

  • Como tomar a decisão?

Após a consulta do seu animal com um médico veterinário, onde será informado  o estado de saúde, se a doença é incurável, se seu estado é vegetativo, se o tratamento é inviável e qual a expectativa de vida;

2)  Quando fazer?

  1. a) Quando o bem estar animal estiver comprometido de forma irreversível, causando-lhe sofrimento sem alternativas, ao qual não pode ser controlado por meios de analgésicos, sedativos, tratamentos, manejo, etc;
  2. b) Quando o animal constituir ameaça à saúde pública;
  3. c) O custo do tratamento for incompatível com os recursos financeiros do tutor, porém devem ser esgotadas as alternativas como por exemplo, doação do animal, ajuda veterinária ou por parte de parentes e amigos).
  • Como fazer?

Em lugar seguro e adequado, clínica ou hospital veterinário de preferência, visando minimizar o sofrimento do animal, incluindo o medo e a ansiedade. Os métodos adotados devem respeitar o Guia de Boas Práticas do CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) e devem ser esclarecidos pelo veterinário ao tutor, anteriormente ao procedimento.

  • Devo acompanhar o procedimento?

Decisão muito particular de cada tutor, que deve conscientizar-se que sua presença poderá atrapalhar o procedimento, dado o envolvimento emocional.

Este é um tema extremamente controverso, mas a única forma de se estabelecer uma maneira adequada à eutanásia é a discussão entre veterinários e tutores objetivando sempre o bem-estar do animal.

Nossos animais de estimação têm vida tão curta e, ainda assim, passam a maior parte do tempo esperando que voltemos para casa todos os dias.

 

Diogenes Augusto Consolino Médico Veterinário, clínica e nutrologia veterinária. Diogenes.consolino@hotmail.com
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