Bicho de Pé

Tunga penetrans é a menor das pulgas porém uma das mais conhecidas, com esse nome talvez você não tenha ouvido falar, mas quando escutamos bicho de pé, bicho de porco ou jatecuba com certeza saberá do que se trata.

As larvas, pupas e adultos tanto machos quanto fêmeas vivem em terrenos arenosos quentes, secos e com sombra, portanto regiões de praia e rurais são as com maior incidência.

Tanto os machos quanto as fêmeas se alimentam de sangue, porém apenas a fêmea fecundada penetra na pele das pessoas e animais e inicia o processo de amadurecimento de seus ovos, e os elimina no ambiente, podendo expelir até 100 ovos por dia contaminando ainda mais pessoas e animais.

Trata-se de uma questão de saúde pública e pessoas com infestação por este parasita muitas vezes precisam de atendimento médico para anestesia, remoção e imunização contra o tétano.

Qualquer parte exposta está sujeita ao parasita, porém as que são mais atingidas são as proximas ao solo. As lesões são mais comuns nos coxins que são as plantas das patas e entre os dedos.

O importante é fazer uma consulta tão logo perceba as primeiras lesões que são caracterizadas por um círculo claro e um pontinho escuro ao centro, sendo este o abdomen da pulga cheio de ovos. Causa dor dependendo da região que esteja.

 

O tratamento nos animais consiste na retirada dos parasitas que deve ser feita apenas pelo médico veterinário, e o uso de antibióticos para possíveis infecções.

Na clínica veterinária utilizamos alguns medicamentos antiparasitários orais que podem resolver o problema.

O veterinário irá orientar também como desinfetar o ambiente.

 

Algumas medidas básicas são muito importantes:

  • Higienizar, vermifugar, vacinar e alimentar seus animais conforme orientação veterinária.
  • Em caso de propriedades rurais os porcos não devem circular livremente, pois são hospedeiros naturais.
  • Limpeza e uso de inseticidas nos ambientes contaminados.
  • Uso de calçados para os humanos.
  • Cuidado com esterco no jardim sendo que as fezes de suínos nunca devem ser utilizadas para este fim.

 

 

Diogenes Augusto Consolino Médico Veterinário, clínica e nutrologia veterinária. Diogenes.consolino@hotmail.com
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