Conte nutrientes

Ainda existe hoje em dia uma preocupação exacerbada com a contagem de calorias dos alimentos a ponto de ser um fator determinante se irá consumi-los ou não. Por outro lado, na gastronomia funcional a contagem de calorias não é tão relevante assim para a maioria dos casos, pois o estilo de vida que será o determinante.

O que ressaltamos, no entanto, é a contagem dos nutrientes ao invés de apenas calorias. Como assim? Imagine a seguinte situação: tomar um refrigerante light com zero calorias ou um suco de diversas frutas com 370 calorias. O consumidor comum desavisado irá escolher o refrigerante de zero calorias, com também zero nutrientes. Já o consumidor consciente irá escolher o suco de 370 calorias com inúmeros nutrientes e vitaminas pois sabe que o seu corpo necessita do máximo possível de nutrientes e vitaminas para poder retribuir com uma saúde exuberante. A qualidade das calorias é que deve ser analisada e não somente a quantidade. Um outro caso clássico é por exemplo alguns tipos de alimentos, como pães brancos e pães integrais, que na maioria das vezes, os pães integrais são muito mais calóricos que os brancos, porém, a quantidade de fibras e nutrientes superam e muito as dos pães brancos. Novamente aqui, se contar somente calorias, acabará escolhendo as calorias vazias do pão de farinha branca, e mais uma vez, ‘alimentando’ a sua desnutrição celular.

Por este tipo de dilema que hoje estamos sofrendo a maior “fome celular” da história da humanidade. Estamos comendo, mas não nos nutrindo, e a consequência é a desnutrição celular. Por um lado, temos metade da humanidade morrendo por falta de alimento e a outra metade morrendo pelo excesso de alimentos e suas consequências na saúde.

Como seria diferente essa nossa realidade se para cada alimento prestássemos mais atenção aos rótulos, focando na qualidade dos ingredientes escolhidos e no número de nutrientes e vitaminas que eles poderiam nos trazer. Imaginemos um dia um rótulo gráfico com uma escala didática onde quanto maior a pontuação, mais nutrientes, vitaminas, fibras, aminoácidos e benefícios esses alimentos teriam.

O foco não seria apenas na quantidade de calorias, sódio ou gordura trans, mas na sua real finalidade, o quanto esse alimento estaria nos nutrindo. Nossas escolhas seriam feitas racionalmente, com objetivo de atingir mais saúde e bem-estar diariamente. O “alimento”, atrelado a um estilo de vida saudável, “seria considerado o nosso remédio”, e consequentemente, muitas doenças crônicas não transmissíveis da atualidade talvez deixassem de ceifar milhares de vidas.

Basta darmos o primeiro passo. Comece a analisar os alimentos de outra forma, veja-os como o suporte essencial para uma saúde exuberante, conheça profundamente o que coloca para dentro do seu corpo e entenda os resultados que poderá alcançar. Um alimento tem que te proporcionar calorias que te deem vitalidade, muita saúde e ainda, muito prazer.  Bon appétit!

Saúde a todos,

Marcelo Facini Consultor em gastronomia funcional Instagram: marcelofacini

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