As máscaras que usamos

Na vida a gente precisa se moldar a várias circunstâncias e vários papéis. A gente se modifica para caber na máscara do papel social que esperam de nós. A gente deixa de ser o que é, de fazer o que quer, de dizer o que sente, porque precisa corresponder ao papel que a sociedade nos impõe. A gente tem que caber nesses papéis, porque acredita que eles são necessários para que sejamos aceitos. Pra que a gente possa trabalhar, ser feliz, vencer na vida. Somos filhos, colegas, vizinhos, pais, profissionais, somos tantas coisas e vamos nos adaptando a cada passo que damos. Nossos sentimentos mais profundos e verdadeiros, muitas vezes, ficam soterrados dentro de nós e acabam nem sequer sendo trazidos à tona. Afundamos dentro de algum ponto em nosso coração, tudo o que somos e o que realmente sentimos a cada passo. E ao longo da jornada, com tantas máscaras, a gente acaba nem sabendo mais quem realmente somos e nem mesmo conseguimos nos conectar com nossos sentimentos mais profundos.

Pelos medos que nos ensinam, acabamos cedendo, para evitar qualquer confronto preferimos ser bonzinhos, para não ter que enfrentar escolhemos ser vítimas, para justificar nossa conduta resolvemos ser problemáticos. Ou para nos impor temos que ser agressivos, para atender o ego vamos nos fingir superiores, para vencer competimos de formas que nem sempre nos traduzem…

Afinal, quem realmente somos usando tantas máscaras, onde estamos nós no meio de tantos papéis?  Se você percebe que tem usado disfarces para ser o que esperam de você, você está sem perceber perdendo sua própria identidade.

Você convive com sua família, com colegas de trabalho, com a pessoa que você ama, com seus amigos, filhos e sobre tudo com você mesmo. Qual imagem que você tem de você?

Nunca deixe de ser você para ser o que esperam que você seja. Preste atenção quando perceber que está usando uma máscara para agradar alguém, ou porque acredita ser necessário esconder quem você é. Quando a gente passa a viver vários papéis impostos pela sociedade, a gente acaba se perdendo, de distanciando cada vez mais do auto conhecimento. Para ser quem você é, saber o que você quer, é preciso aos poucos ir se livrando de condutas sociais, que não correspondem à sua vontade verdadeira. E descobrir a si mesmo é um trabalho diário de auto conhecimento.

Você não precisa ser quem não é para vencer. O que vai te fazer bem é descobrir cada vez mais quem você é e se colocar de forma inteira em tudo o que você faz. Quando a gente se conhece e se respeita, os outros vão nos respeitar também. A verdade é a nossa arma mais poderosa.

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