Chiang Mai e Camboja

Ao norte da Thailândia fica uma das cidades mais adoráveis do país: Chiang Mai.

Mesmo visitando um monte de coisas, ainda preciso voltar para ir ao templo Branco Wat Rong Khun, que fica fora da cidade, umas 3h de carro. E também caminhar pelo Pui National Park, com sua floresta e cachoeiras.

Dessa vez fomos para Wat Phra That Doi Suthep é o templo mais famoso, construído em 1383 na montanha de Doi Suthep.  E também para o Wat Si Suphan: O templo de prata é um dos templos mais bonitos da cidade, muito único, todo feito de prata com desenhos fabulosos, e tem a curiosidade de não permitir a entrada de mulheres no seu interior.

Como em toda Thailândia existem inúmeros templos pra se visitar: como o Wat Umong o templo mais verde, Phra Kruba Sri Chai Shrine, Wat Chedi Luang, só pra citar alguns. Impossível ver todos.

Não quisemos visitar a aldeia das mulheres girafas, pela exploração do turismo com essas mulheres que acabam sendo obrigadas a manter essa tradição, sem o poder da escolha. Pois começam muito cedo com seus anéis pesadíssimos no pescoço e nos braços e pernas.

Mas conversando com todas que encontrei no caminho, fiz amizade e soube que as mais jovens já não querem mais seguir com esse sacrifício de carregar os tais pesadíssimos anéis de metal.

O povo tailandês é sempre ligado na beleza e elegância das coisas. Por toda parte se vêem rituais de flores e oferendas e um fantástico bom gosto nas roupas e nos objetos em qualquer lugar.

Tudo obedece a tradição das cerimônias e tanto os templos como os parques são os santuários.

Outra tradição do país é o uso dos elefantes, o que se tornou uma atração para o turismo. Evitei ir nesses lugares, porque me entristece ver elefantes domados e tratados para esse tipo de serviço.

No mundo moderno isso se discute e sinto que mesmo na Asia isso está mudando.  O viajante e o turista consciente querem, cada vez mais, ver animais livres em seu habitat natural, respeitados e não usados pelo homem.

No futuro apenas os parques em que os animais possam viver em liberdade serão escolhidos pelo turismo.

Desde criança tanto o zoológico quanto o circo com bichos amestrados me deixavam muito triste. por isso evito esse tipo de passeio.  E fico animada ao ver que hoje cada vez mais gente no mundo pensa assim.

A comida thai é uma das minhas favoritas, acho uma delícia incrivelmente saborosa. Existem muitos restaurantes maravilhosos em Chiang Mai.  Mas cuidado porque tudo é super apimentado, mesmo pra mim que adoro pimenta.

Experimente o The Faces, que tem um ambiente lindo, com fabulosos Budas de cerâmica no meio do verde.

Imperdíveis são todos os mercados da cidade, sendo o Night Bazaar uma atração a parte, com milhares de barracas ao longo do Ping River. Mesmo na feira na rua, você encontra uma comida maravilhosa e super limpa e bem feita.

Basta evitar coisas insólitas, como por exemplo insetos, vendidos fritos em espetos na rua, e olha que tem gente com coragem de comer escorpião, e por incrível que pareça, considerado uma iguaria.

De Chiang Mai seguimos para o Cambodja, um país que eu tinha muita curiosidade de conhecer e que surpreende em tudo.  Está entre as dez economias que mais crescem no mundo, mas consegue manter a dimensão humana e a natureza preservada.

O avião desce em Siem Reap, cidade pela qual me apaixonei logo de cara, que é a capital cultural do Cambodja.  A Indochina, por ter tido colonização francesa durante tanto tempo, mantém essa influência na arquitetura, elegância e charme. No Old French Quarter tudo é uma festa, bares, restaurantes, mercados, lojas, barraquinhas, spas, massagens, o ritmo é agitado e delicioso. A comida é excelente em qualquer lugar, até no mercado de rua, onde tudo é super limpo e mil opções de comidinhas lindas e frescas. E tem até barraca vegana.

E é claro, aqui também tem meninos vendedores de cobra, aranha, escorpião e outros insetos fritos pra quem se arrisca.

A Pub Street, toda enfeitada e colorida é a referência. O mercado noturno ferve, pois é a hora mais fresca e vai até de madrugada, onde se pode caminhar e fazer compras com total segurança.

O artesanato todo tem desenhos lindos e cores vibrantes.

Meu sonho era conhecer as ruínas do complexo de Angkor, (que significa cidade sagrada), que foi a capital do Império Khmer entre os séculos 9 e 12, chegou a ter mais de um milhão de habitantes e se dividiu entre o hinduísmo e o budismo.

Já no século vinte, por volta dos anos 70, o país sofreu com a guerra do Vietnã e com guerrilhas internas e, por questões políticas, durante mais de 25 anos, o país ficou fechado sem nenhum acesso de turismo, quando finalmente, o parque arqueológico Angkor Wat,  se tornou Patrimônio Mundial da Unesco.

As ruínas no meio da floresta são de tirar o fôlego, tamanha beleza e entrosamento entre árvores, raízes naquela dimensão dos palácios e templos e do que deles restou.  Todos os desenhos, as paredes, as esculturas mostram a grandeza de pensamento, o poder e a religiosidade dessa cultura que se perdeu no tempo. As raízes e árvores, que cresceram e se misturaram com as ruínas, são o grande espetáculo.

A paz e o silêncio do lugar são fazem a viagem ser interior e atemporal, como se fosse possível imaginar tudo o que aconteceu nesse lugar através da história.

Caminhar por Angkor Thom, Templo Bayon, Baphuon, Templo Phimeanakas, Esplanada dos Elefantes, Ta Prohm, templos de Koh Ker e Beng Mealea tentando compreender a vida desses lugares, sua existência cotidiana, suas cerimônias, a força de suas edificações, sua cultura e sua riqueza. A vegetação cobriu tudo e tornou mais intrincadas essas imagens.  Os deuses parecem continuar presentes na sua magnitude.   

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3 Comentario(s)

Rafael Farias disse:

Viagem legal !

Christina disse:

Belíssimas imagens! A busca do aprofundamento do autoconhecimento e da espiritualidade nos convida ao mergulho nestas questões.

Rosane Arruda disse:

Incrível suas escolhas, sempre sintonizada com a espiritualidade, seja ela qual for …. a rede felicidade traz para nossa civilização tão atormentada, um pouco de paz e esperança ………..
Parabéns Bruna por sair do lugar comum e nos mostrar o que realmente é importante ………
Gratidão

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