O gato me ensinou a meditar

Dizem que os gatos não aparecem nas nossas vidas por acaso, que eles são seres espirituais e mágicos. Eu sou suspeita pra falar, porque além de ter crescido rodeada de gatos, eu não acredito muito em coincidências e adoro coisas mágicas. Acho o Universo tão inteligente quanto o Leonardo da Vinci por exemplo (rs), que por sinal, além de todos os seus talentos também era um grande observador de gatos.

A atenção do olhar dos felinos me fascina, assim como a sensualidade dos seus movimentos delicados e liberdade de ir e vir. Eles são como nós, escolhem quem querem por perto, a hora que querem comer, dormir e rapidamente fazem de um instante um divertido desafio, basta um fiozinho de lã ou um papel amassado.

Meu primeiro contato com meditação, foi com meu gato Felix, que diferente do desenho, era laranja e peludo. Eu, criança na época, ficava observando o tanto que ele ficava de olhos fechados com uma serenidade sem igual, mas bastava um ruído e os olhos se abriam lentamente com atenção plena. Acho que pela convivência com gatos eu também sempre gostei da arte de observar. E ali ficávamos, eu observando ele, e ele observando de olhos fechados, sábio que era.

Depois compreendi, que gatos são muito sensitivos e percebem rapidamente a energia das pessoas. E quando estão assim de olhos fechados, muitas vezes estão fazendo um grande trabalho de harmonização. Curioso né? Harmoniza-AÇÃO, mas fazem isso parados e em silêncio. E então...EUREKA! Isso é meditar, aquele instante de silêncio, que através da observação você harmoniza a sua próxima ação, o espaço dentro de você e em que você se encontra, as pessoas ao seu redor...Uau! Gatos fazem um trabalho gigante pela Terra! E nós...temos muito o que aprender com eles!

- Carla Labate

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3 Comentario(s)

Dábora Medeiros disse:

Sempre tive receio de gatos, pelo que as pessoas falavam, que não eram afetivos, fiéis, etc.
Um dia fui a chácara de uma amiga, que ama gatos, os pega na rua, cuida, e depois doa, me contou que uma gatinha que apareceu na chácara tinha tido quatro gatinhos, fui vê-los e fiquei apaixonada por uma gatinha que depois dei o nome de Duda, e nessa convivência de pouco mais de um ano todas as minhas restrições foram por água abaixo.
Depois que a adotei descobrimos que ela era cega, teve algumas convulsões e tinha que usar medicação, mas depois de se adaptar sabia onde estava sua comida, água, caixinha de areia, era muito fofa, me seguia pela casa toda, onde eu estava lá estava a Duda, era muito tranquila. As vezes ia para o jardim, escolhia uma sombra e ficava um tempão deitada, parecia mesmo ficar meditando, muito fofa.
Mas infelizmente começou a apresentar comprometimento neurológico e foi indo embora aos poucos, chorei muito quando ela se foi e sinto saudades daquela sombrinha atrás de mim, guardei as fotos que tirei dela e de vez em quando mato as saudades.

Rafael Farias disse:

Bruna Lombardi vou te contar o meu método de tratar os meus gatinhos. É através da ” poesia “, a mesma poesia que vc qdo escreve ( ainda mais vc ) faz a pessoa p/ quem vc mandou a poesia sentir sentimentos que vc cativou nas suas frases e versos….. não é assim ?… !!
Sendo assim, a ” poesia ” estará presente na maneira que trato meus gatinhos, qdo ele mais precisar de mim estarei presente , fazendo ele notar que estou cuidando dele c/ muito amor , p/ ele confiar em mim, e sempre voltar do mesmo jeito, c/ muito amor na maneira de tratá-lo !

Anna Lia disse:

É verdade… Eu tento meditar todos os dias, digo que tento porque me desconcentro fácil, mas é incrível que na hora que sento pra meditar, meu gato vem chegando e fica do meu lado com aquele ar de “dominar a prática”. Acho que ele me dá um apoio moral…rsrs
Esse post me lembrou de um livro, que virou um dos meus prediletos: “A Gata do Dalai Lama”.

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